22 de dezembro de 2010

Alerj aprova a permanência das UPPs por 25 anos

Rio - O plenário da Alerj aprovou, na tarde desta terça-feira, por unanimidade, em segunda votação, o projeto  de lei nº 2966/2010, de autoria do deputado Alessandro Molon (PT), que determina a permanência das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) por 25 anos, com a oferta pelo Estado de projetos sociais que promovam a inclusão social nas comunidades atendidas pelo programa. 

Leia mais em O DIA Online, clicando no título deste post.

A finalidade de garantir estabilidade jurídica ao projeto das UPP's é muito interessante e convém na medida em que se manterá, em caráter obrigatório, a continuidade do programa pelos governos seguintes.

O tempo, de 25 anos, é considerado mediano, visto que seria necessário mais de uma geração para que ficasse realmente garantida a ocupação do Estado. Contudo, levando em conta que a idade média de ingresso para o tráfico de entorpecentes beira os inacreditáveis 7 anos de idade (às vezes menos), acredita-se que a geração seguinte nascerá e crescerá livre das barbas do poder paralelo, ficando somente no imaginário dos mais velhos.

O projeto de lei, de autoria de Alessandro Molon (PT), ainda seguirá para sanção do Tio Cabral, que hoje deu presente de Natal para a Segurança e para a Educação (Quero a PEC 300!).

Não vejo motivo para que o projeto seja vetado. Mas uma coisa é certa: concursos internos para cabo, sargento e aumento salarial ficarão congelados por anos a fio (pelos próximos 25!?) e quem tem hoje 5 anos de casa na briosa com certeza amargará sua estada com muito sacrifício e sem perspectiva de alguma mudança séria e radical no cenário da Segurança Pública. Pelo menos em âmbito Estadual.

Ponto para Alessandro Molon. Só falta mudar de partido.



Nenhum comentário:

Postar um comentário

"Quando o Estado abandona seus servidores, deixando-os à mercê do outro lado, é porque, muito provavelmente, o Estado está do outro lado"

Giovanni Falcone, Juiz italiano especializado em processos contra a máfia siciliana Cosa Nostra.

"Uma sociedade é livre na medida em que propicia o choque de opiniões e confronto de idéias. Desses choques e confrontos nasce a Justiça e a Verdade, garantido o progresso e auto-reforma dessa sociedade".

Stuart Mill

“A injustiça que se faz a um é uma ameaça que se faz a todos”.

Barão de Montesquieu

"Aqueles que planejam o mal acabarão mal, porém os que trabalham para o bem dos outros encontrarão a felicidade"

Provérbios 12.20