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30 de abril de 2008

Isso é no que dá 4 meses de enxada..

A morte do estudante de Direito Thiago Henry Siqueira Oazen é a prova autêntica da má-formação dos praças da Polícia Militar.

O CFAP (Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças) é, em meias palavras, a escola dos praças (Soldados, Cabos, Sargentos) da Polícia MIlitar. É lá que são "aperfeiçoados" os Cabos e Sargentos, através de concurso interno ou promoção por tempo de serviço e, os ingressantes da Corporação, através de concurso público externo.

O Curso de soldados costuma ter 8 meses de duração (não é um tempo exato - podendo ser encurtado devido à "necessidade de serviço" do Estado ou esticado) e possui uma grade ampla de disciplinas, muito abrangentes e satisfatórias, por sinal. Mas o grande problema, na minha humilde opinião, é A FORMA de ensino do CFAP.

Acontece que os alunos do curso de soldados, além de percorrem a trajétória normal de um curso militar, são EMPREGADOS EM JOGOS DO MARACANÃ indiscriminadamente, tomando um tempo precioso da formação dos futuros policiais. Outro senão, incontestável, é a utilização desses alunos em limpeza interna (capina, faxina, pintura e outros) do CFAP. Pode parecer normal mas, em que circunstância, um curso policial, obriga a seu aluno a limpar dependências da unidade, ao invés de estar ensinando o que deve ser aprendido? Em um curso de 8 meses, é normal que deste tempo sejam consumidos 4 meses de enxada na mão, regadas à muita capina!
Depois "correm" com a grade de programação, aplicam as provas e mandam os superpreparados futuros policiais para estágio (duração de 2 meses em média), onde também, em muitas vezes, são brindados à mais capina, pintura, faxina....

Após esse longo e desperdiçado tempo o aspirante à policial é formado. Simples assim. Sem o mínimo preparo policial. Como sempre a sociedade é que perde.

Então, quantos cidadãos terão que morrer para que esse quadro mude?

Por isso caro cidadão, nos ajude a mudar esse quadro. Nós não conseguiremos sozinhos. Lute por uma segurança pública de qualidade, planejando melhor o seu voto.

A PMERJ é vítima da política corrupta!
Não é a PMERJ a culpada!
A nossa força está na hora do voto!

AJUSTE SALARIAL JÁ!
MELHOR FORMAÇÃO POLICIAL JÁ!
MARACANÃ E FAXINA NÃO!!!

SALVEM A PMERJ!!!




27 de abril de 2008

Oficiais vs Praças - Uma rivalidade ou o quê afinal?


Assunto batido mas interessante para ser discutido...Desde que ingressei na PMERJ, há 3 anos (isso na corporação é pouquíssimo tempo, comparado com o tempo de serviço em uma empresa privada), tenho vivido e observado com uma atenção especial, esse detalhe curioso: a rispidez existente entre Oficiais e Praças. Mas porque, indaga você, caro leitor? Não é difícil explicar. Mas, desgastante. Porém terei o enorme prazer desse trabalho. Leia. E tire suas próprias conclusões.Tentarei abordar aqui algumas questões que dificilmente são discutidas.

O MILITARISMO

Pra quem não serviu as Forças Armadas e, nem ao menos se interessa por assunto de tipo, vou apresentar o conceito de Militarismo. Mas logo deixarei claro: não é o militarismo o principal problema do atrito entre oficiais e praças, ok?
Bem...O conceito de militarismo ficou claro na Grécia Antiga, onde, nas guerras da época, tais combatentes de uma determinada sociedade começaram a se organizar em escalas de importância hierárquica, onde seus integrantes dividiam-se em dois grupos distintos: um que TOMAVA DECISÕES (a minoria, mais instruída do assunto em questão), e um grupo que ACATAVA DECISÕES (a maioria, os que estavam a par da execução do assunto).Isso se tornou muito útil, (sociedade orgânica) nos combates travados, pois com a divisão de responsabilidades (onde cada integrante SABE EXATAMENTE O QUE DEVE FAZER) o exército avançava com inteligência e o mínimo de baixas.Logo, o Militarismo, se bem empregado, traz reais benefícios para a tropa, reduzindo as baixas e ao mesmo tempo, poupando a equipe como um todo. Vale lembrar que a base do militarismo são a DISCIPLINA E A HIERARQUIA.

A ORIGEM DO "SUPOSTO" PROBLEMA

Agora você vai compreender e poderá tirar suas próprias conclusões. E corrijam-me se estiver errado...Para que essa tropa seja beneficiada e poupada, os COMANDANTES (OFICIAIS), além de estar preparados teoricamente, TEM DE ESTAR TAMBÉM PREOCUPADOS E INTERESSADOS em ajudar os COMANDADOS (PRAÇAS), correto? De NADA irá adiantar um exército de um milhão de homens, se este estiver sendo comandado por um líder desinteressado, despreparado, alheio às necessidades de sua tropa. E pior ainda, se este líder, for um líder "forçado", "feito". Ou seja, para estar no comando, é necessário TER O DOM da Liderança. E este dom não se aprende em uma escola ou coisa parecida. Ela "vêm com o ser". É interna. É própria. O que ela pode no máximo, é ser lapidada. Construída, jamais.

A TROPA COMO REFLEXO DO COMANDANTE

Nas Polícias Militares funciona assim: Os Oficiais são admitidos pelo Governador do Estado e os Praças, incorporados pelo Comandante Geral. Logo, temos: GOVERNADOR --> OFICIAIS --> PRAÇAS. Partindo deste raciocício então temos:

>>GOVERNADOR<<
Desinteressado;
Alheio às reais necessidade da tropa;
Confuso;
Atitudes não-transparentes.
:
:
:
>> OFICIAIS<<
Desacreditados;
Desestimulados;
Traídos;
Magoados e tristes.
:
:
:
>> PRAÇAS<<
Desestimulados;
Rancorosos;
Stressados e deprimidos;
Não-assistidos.
O que vemos então é uma sucessão de maus sentimentos, transferidos dos mais altos degraus para os mais baixos. E não podemos esquecer que, sendo um serviço essencial (Segurança Pública - obrigação Constitucional do Estado), temos na ponta desta corrente, além dos praças, a população, que então é servida com um serviço de péssima qualidade.

Sem fugir do assunto mas fugindo, digo ainda que não adianta regulamento rigoroso e/ou punição rigorosa pois, quando é atingido esse quadro de desordem - dentro de uma instiuição que prega a ordem, fatalmente nos defrontaremos com uma situação de anomia. Uma anomia paradoxal. A desordem dentro da ordem. A população olha para a polícia na rua, vê que ela está lá, presente, com uma viatura nova, um policial bem-fardado e com postura marcial, mas fica a estranha sensação de que aquilo é uma fachada, um conto pra gringo ver. Sobre essa estranha sensação falo em outro artigo...

Mas caro cidadão, a porção que está ali presente, é a única fatia do Estado visível, palpável e instantânea. E se você pressente algo errado, é porque alguma coisa está realmente errada...com o Estado. O que temos a fazer então é não se deixar levar por churrascos, por camisas de candidatos, por rua asfaltada, por tampa de caixa d'água: quando chegar a eleição, vote em outro...

Mas, e o praça? Já imaginou a quantidade de rancor assimilada pore eles? A sensação de impotência? Conheço vários que tomam medicamento de tarja preta e não conheço algum que não esteja com algum problema. Sem contar com o assédio moral. O tratamento oferecido por alguns oficiais seja a ser degradante. Em tempo: praça graduado também pode atuar com cargos de comando, na ausência do oficial.
Mas eu não culpo eles. Não está gostando? Pede pra sair. Estudou muito pra entrar? Continue estudando e vá a luta. Vá buscar algo melhor. Pare de reclamar e faça alguma coisa para que sua vida melhore. Só não espere alguém fazer isso por você.
E não deixe o caminho das trevas lhe conquistar. Ele é bom. Muito bom. Lhe trará tudo aquilo que sempre sonhou...Mas como você pode imaginar, somente os mais fracos sucumbem....
E o grande culpado por essa sucessão é sim, o "Moço" que está no ápice desta pirâmide...

Portanto, eu não vejo problema algum por parte dos oficiais e sim, um problema que vem lá de cima. O praça que reclama de oficial nunca trabalhou em empresa privada onde também existe a mesma coisa. Apenas não há a continência. O resto é igual. Tem Gerente-Geral excroto, tem Comandante excroto, e se você é soldado, assim como eu, encontrará até cabo excroto. E todos no final são seres humanos, com diferentes graus de responsabilidade e com metas a atingir. É claro que o Líder nato arrancará a missão de você sem que nem mesmo perceba e ainda você irá agradecê-lo. Já o não-lider, lhe dará a ordem, e você somente fará o dito "feijão-com-arroz". Ou seja, neste último, o ciclo se fecha e a resultante não ecoa. Fica mecânico. Um se torna um simples aspirante à lider e o outro um mero marionete. Funciona mas não gera resultado.
É isso!
SALVEM A PMERJ!!!

25 de abril de 2008

Inscrições para soldado PM prorrogadas

Quem ainda não se inscreveu para o concurso para soldado da Polícia Militar ainda tem tempo de efetuar sua inscrição. A assessoria de imprensa da instituição informa através do site da PMERJ que o prazo foi estendido até o dia 16 de Maio para compensar os sucessivos feriados passados.

Se ainda está na dúvida, não perca essa oportunidade. Tirando os pormenores da corporação, ainda é uma boa chance de emprego. Só seja inteligente e não se acomode! Continue sempre estudando para galgar coisas melhores na sua vida!! Após entrar na polícia, caso queria seguir carreira, faça pra oficial e entre pela porta da frente! Não sofra como praça!

Bem, antes de mais nada, Boa Sorte!!


SALVEM A PMERJ!!!
SALVEM-NA DA POLÍTICA CORRUPTA!

19 de abril de 2008

Mais 5 PM´s assassinados

Foram eles:

SD Marcos de Oliveira Mendonça (16 BPM);
CB José Craveiro dos Santos (Adido Detran);
CB Cléber do Amparo (BOPE);
3ºSGT Marcos Patríllo Mercês (5 BPM);
CB João Luiz Souza Pereira (18 BPM).

Meus sinceros sentimentos às suas famílias. Um lugar no céu nosso Pai vos abrigará.
Vão com Deus nobres e valentes guerreiros.

Não farei quaisquer comentários pelos próximos 5 dias, em sufrágio às almas destes colegas de profissão.

O SBPM e a Política de Guerra

Nesta semana o comandante do 1º CPA Cel. Marcus Jardim liberou mais uma de suas pérolas dissertativas, referindo-se à política de segurança adotada pelo Estado como um "inseticida social", onde a força policial representa segundo sua perspectiva linha-dura, como uma espécie de "eliminador de pragas".
Bem, antes de mais nada, sou uma pessoa extremamente realista. Não estou aqui para ficar me enganando ou tentando enganar alguém mas, acredito eu, que diante do estágio que nos encontramos, não nos resta opção melhor ou outra atitude menos "sanguinária", diria eu.
Estamos vivendo um cenário de guerra. Uma guerra urbana, civil, só que não declarada ou até mesmo, não oficializada. E em situações como essa torna-se necessário, em procedimento sumário, providenciar uma "limpeza" antes de começar a reconstruir. Não que eu seja completamente a favor deste tipo de ação policial porque não sou mesmo mas, o cenário é de guerra.
O que o Estado faz hoje, é uma limpeza social que como resultado, resume-se na perda de vidas ditas inocentes. Ditas inocentes solto eu porque, em cenário de guerra, não existe inocente e/ou culpado. Só existe a guerra. Todos nós temos uma parcela de culpa e uma parcela de inocência onde então, as duas presunções, anulam-se.
Esta limpeza, cujo foco é a sujeira deixada por (des)governos anteriores, causa esse efeito. Um "efeito colateral". E esse "efeito colateral" é evidente porque a mídia dita especializada faz disso um ganha pão, onde notícias sobre ações policiais vendem como água no deserto.
Ou seja, o atual governo está limpando está sujeira. E a mídia foca o assunto na barbárie, na calamidade.
Não sou a favor desta política, como já disse antes. As baixas acontecem em ambos os lados. E o policial encontra-se nesta guerra totalmente desamparado, desmotivado, largado. O que é trágico. A PMERJ atravessa hoje uma crise salarial absurda, só para citar o quesito mais importante. Mas no momento, essa guerra faz-se necessária. Que Deus guarde os melhores lugares no céu para esses VERDADEIROS HERÓIS.
Então, como se vê, é preciso muita coragem para as decisões que hoje estão sendo tomadas à respeito desta política de (in)segurança.
Só para ratificar, eu não sou a favor do atual governo. Mas... É esperar e ver o que acontece.
Claro que devemos fazer a nossa parte, tocando nossas vidas da melhor maneira possível e não esperar que alguém possa fazê-lo por nós. Jamais. Isso sim seria um grande engano.
Sobre a questão salarial eu particularmente não acredito que o Chefe do Estado deixará a tropa passando fome em plenas comemorações do 200º Aniversário da PMERJ, no ano que vem. Seria uma vergonha para ele. Eu pelo menos teria.
Fica então claro e evidente (oficializado), após o proferido comentário do Cel. Marcus Jardim, a visão do Sr. Governador e do Sr. Secretário. Tudo bem. Façam. Mas saibam fazer.
Limpem "as pragas" (do jeito que acharem melhor) e após a "limpeza", injetem o serviço social nas comunidades. O plano é esse? Boa sorte e que Deus nos proteja.
Salvem a PMERJ!
Que Deus nos proteja!
Que os heróis sejam lembrados!
Que as famílias desses HERÓIS tenham assistência digna. Prove o seu valor Sr. Governador.

13 de abril de 2008

Mais uma perda para a categoria

Depois do veto do Excelentíssimo Senhor Governador Sérgio Cabral a respeito da escala de serviço 24x72 para Policiais e Bombeiros Militares, agora, o STF, indeferiu o recurso impetrado pela ALERJ referente à isenção do ICMS na compra de veículos novos para Policiais Civis e Militares e Bombeiros da ativa e aposentados. Um benefício que era concedido desde 2001.

Mais uma derrota. É verdade que, nem carro usado de terceira mão o PM, BM ou PC, mal consegue comprar, com o salário miserável que recebe. Mas, ERA um benefício.
Ou seja, todos os benefícios estão sendo cortados. Os poucos que ainda restam. É senhores. "Eles" estão conseguindo o que planejaram. A sociedade já considera normal há tempos e estamos bem próximo de uma anomia absoluta, inevitável. Estamos à deriva, soltos, LARGADOS. Boa sorte para todos nós.
O SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL DO RIO DE JANEIRO AGONIZA.
DEUS, OLHAI POR NÓS!
MISERICÓRDIA!

2 de abril de 2008

PMERJ: 3100 vagas para soldado. Vencimento inicial R$ 874,00.

Noticiou o Extra no dia 02/04 a aproximação da abertura do edital para o novo concurso para a Polícia Militar, ofertando mais 3.100 vagas para soldados. O salário é de 874 reais já com os descontos. Parece atrativo? Um salário "na média do mercado" para interessados com ensino médio completo talvez. Mas lembre-se que deste salário você, futuro candidato à uma dessas vagas, terá que desembolsar os custos de transporte, que pode variar de R$ 63,00 (se for utilizar um ônibus, ida e volta) à 126,00 (utilizando dois ônibus). Tudo isso levando em conta o regime de escala 12x36. Não se esqueça que você, futuro candidato, terá que arcar com despesas como fardamento e outros, pois o Estado oferece somente 1 (um) único conjunto. No final das contas, acontecerá que sobrará algo em torno de 600 reais "limpo", para pagar as suas contas pessoais, sua alimentação, seu vestuário, seu...Oops!! Chega né!! Lazer não! Policial no Rio não pode ter lazer! Seus sonhos de consumo? Não!! Nunca! Carro particular? Nunca! Vá sempre de ônibus ao trabalho! O marginal lhe perdoará caso seja reconhecido. Paga aluguel? Deus o ajude então...
Enquanto isso, o governo vai impondo sua política salarial de fome. Se você acha que sua vida vale 800 reais, seja bem vindo.

Salvem a PMERJ!
Salvem-na dos políticos corruptos!
Salvem-na da política!
O Policial fluminense está nas mão de Deus.

"Quando o Estado abandona seus servidores, deixando-os à mercê do outro lado, é porque, muito provavelmente, o Estado está do outro lado"

Giovanni Falcone, Juiz italiano especializado em processos contra a máfia siciliana Cosa Nostra.

"Uma sociedade é livre na medida em que propicia o choque de opiniões e confronto de idéias. Desses choques e confrontos nasce a Justiça e a Verdade, garantido o progresso e auto-reforma dessa sociedade".

Stuart Mill

“A injustiça que se faz a um é uma ameaça que se faz a todos”.

Barão de Montesquieu

"Aqueles que planejam o mal acabarão mal, porém os que trabalham para o bem dos outros encontrarão a felicidade"

Provérbios 12.20