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16 de junho de 2009

O ESPETÁCULO DA UTOPIA

Vive-se um espetáculo. Daqueles, apreciáveis somente em atrações circenses. O Astro-rei desta atração é o governador, Sérgio Cabral Filho. Um dos piores da história do Rio de Janeiro. Os palhaços somos nós, funcionários públicos, suas peças de um jogo de xadrez e o “aclamado público”, é a própria população, que paga caro para ver este show.

A violência sem fim, sem controle, está originada em cima disto aí. Deste espetáculo. A realidade vivenciada por muitos de nós está distorcida, deturpada.

Aliás, a própria realidade percebida dos indivíduos torna-se a realidade social através deste espetáculo. Tanto as alegrias como os sofrimentos da humanidade, antes íntimos, passam a ser de caráter público, largamente explorados pela mídia esfomeada pela notícia lucrativa.

São os big brothers da vida, alienando milhões. Pessoas que já perderam a noção de valor (próprios) e sequer formaram a sua opinião, deixando que invadissem suas pífias formações culturais para tornarem-se robôs, controlados, manipulados.

A violência desenfreada, vendida como insumo de 1ª categoria, ganha em disparada dentro desta realidade social. Muitos não entendem o porquê de tanta violência, até que sejam vítimas dela.

Logo em seguida vem a indagação da “falta de policiamento” local. Irônico, é que o mesmo argumentador da “falta de policiamento”, compra jornal com policiais que dormiam em sua viatura policial, após longa e dupla jornada de trabalho, vivendo em condição de miséria, sem exagero. Pronto. Acabou de tirar mais dois policiais de serviço, desgraçando suas famílias. Ficou sem policiamento. E enriqueceu o monstro que tira a sua segurança. Alienado. Big Brother.

Como exigir, dentro deste quadro, segurança, educação e saúde? Culpa do capitalismo? Do governador? Nossa? De quem? O que está acontecendo? Que cultura é essa?

É a cultura do narcisismo? Onde se vende de tudo, até as pessoas? Ou o que as pessoas almejam ser? Até cor de olho já se vende. Não demorará muito e até o conhecimento poderá ser adquirido. Não duvidem. Se algum dia lhe afirmarem que 1 + 1 são 3, não duvidem. Somente peçam a explicação.

No final, o que fica? O próprio indivíduo. Alimentado por ele mesmo, num fim-sem-fim, confinado, alheio, alienado, paranóico. É o ápice de nossa sociedade contemporânea. O ápice não significa necessariamente o último estágio de evolução, como a palavra falsamente e ironicamente nos induz a pensar. Mas o ápice é o início do estágio seguinte.

Fica difícil exigir algo então. Espera-se que pelo menos, o fim não seja tão trágico. Mas seria bom que quando chegasse tivéssemos seguros...

E vamos vivendo essa utopia. Esta festa. Este espetáculo. Onde tudo é verdade e mentira ao mesmo tempo. Só queria participar dela como convidado e não como penetra, pois é assim que dela participamos. Nós, funcionários públicos. Nela, somos os bobos da corte. Os espectadores, o “respeitável público”.

Quando a realidade e a fantasia unem-se em uma só verdade, o ficcional aniquila a razão, delinqüindo o indivíduo. É o espetáculo da utopia.

13 de junho de 2009

SÓ UM PEQUENO DETALHE, ANTES QUE PASSE DESPERCEBIDO

DIÁRIO OFICIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - 1º DE JUNHO DE 2009

LEI Nº 5.467DE 08 DE JUNHO DE 2009
FIXA O EFETIVO DA POLÍCIA MILITAR DO
ESTADO DO RIO DE JANEIRO, ALTERA A
LEI Nº 1396, DE 08 DE DEZEMBRO DE 1988,
E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º- O art. 1º da Lei nº 1396, de 8 de dezembro de 1988, passa a vigorar com a seguinte redação:

“Art. 1º- O efetivo da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro é fixado em 60.484 (sessenta mil quatrocentos e oitenta e quatro) Policiais Militares, consoante o disposto no Anexo a esta Lei.

§ 1º- O efetivo de praças especiais terá número variável, devendo o limite de matrícula no Curso de Formação de Oficiais (CFO) ser fixado por ato do Comandante Geral da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, observando as necessidades da Corporação.

§ 2º- As vagas, em cada posto e graduação, dentro dos Quadros, abertas em decorrência da presente Lei, deverão ser distribuídas e completadas em seis datas de promoções para os oficiais e em quatro datas de promoções para os praças, de forma consecutiva, obedecendo às normas previstas nos respectivos Regulamentos de Promoções da PMERJ.

§ 3º- O número total de voluntários para prestação de serviços na Polícia Militar, conforme estabelecido pela Lei Federal nº 10029, de 20 de outubro de 2000, será fixado por decreto do Poder Executivo e terá suas atribuições definidaspor lei. (NR)

§ 4º Quando da distribuição das vagas não resultar divisão exata, as primeiras datas de promoção recepcionarão os números maiores de cargos criados pela lei. (NR)”.

Art. 2º- O Governador do Estado, ou, por delegação expressa, o Secretário de Estado de Segurança Pública, no prazo de 30 (trinta) dias a partir da vigência desta Lei, editará ato visando à atualização dos Quadros de Organização das diversas Unidades existentes na estrutura da Polícia Militar, definindo as novas funções, bem como os seus ocupantes por postos e graduações.

Art. 3º- Ficam criados no Quadro de Oficiais de Saúde (QOS) do Quadro I (Permanente-Q-I) da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, as categorias de Nutricionista, Fonoaudiólogo e Assistente Social e no Quadro Complementar a categoria de Pedagogo.

Art. 4º- V E T A D O.

Art. 5º- As despesas decorrentes da aplicação desta Lei correrão à conta de recurso próprio consignado no orçamento da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, ficando o Poder Executivo autorizado a proceder a um escalonamento na liberação do mesmo, à medida que os efetivos forem preenchidos.

Art. 6º- Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogado o art. 2º da Lei nº 1396, de 8 de dezembro de 1988, e as demais disposições em contrário.

Rio de Janeiro, 08 de junho de 2009
SÉRGIO CABRAL
Governador


Agora seremos 60.000 miseráveis....Sejam bem vindos, 20.000 desgraçados restantes! Bem vindo à falida Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro!
O Estado mais podre da nação!!!!

7 de junho de 2009

OS PRIMEIROS RESULTADOS DE NOSSA LUTA

Há quem diga que nosso esforço diuturno não fará qualquer diferença ou mesmo, inspire mudanças no atual quadrode segurança pública.

Esses, que são contra, obviamente são os mesmo que levam vantagem do sistema. Já diz o nosso jargão: "Quem é sabe"! E sabe mesmo quem são? Digo aqui: Vai de soldado a coronel. Isto na polícia militar. É certo afirmar que a incompetência do viajante também deve ser levada em consideração, já que o mesmo é o governador. Se este realmente quisesse fazer algo, já teria pelo cumprido promessas de campanha. Mas como todo político, resolver se omitir e quem sabe, deixar os problemas para a gestão seguinte.

Mas voltando ao assunto, quero aqui mostrar que nossa luta já está surtindo efeito. Um estudo, inédito, está sendo realizado pelo Centro de Estudos e Segurança da Cidadania, da Universidade Cândido Mendes, juntamente com a Unesco.
Antes de colocar aqui qualquer levantamento prematuro de troféu, digo que isso é sim, nossa primeira vitória. Pois de agora em diante seremos ouvidos e, teremos com quem, assim espero, dialogar. Para que estes que nos ouvirão possam transmitir, sem a imposição de nosso inconstitucional e "ditatórico" regulamente interno, nossas idéias e soluções.

Não falo aqui dos policiólogos e pseudo-jornalistas, que aproveitam-se da falha de agentes de segurança pública para vender seu jornal. Me refiro aqui de pessoas que querem saber o porque e como, chegamos aqui e resolvemos expor nossas dificuldades sem que um coronel metido a besta venha com esse papo de crime militar e blá blá bla´. Aliás, quem costuma proliferar muito este tipo de coisa são as crianças recém formadas da academia de polícia militar. Qualquer coisa que machuque seus egos são apontados por eles como crime militar.


Eu, quando vim até aqui, cheguei com a intenção de implantar um espaço aberto a denúncias, como faz hoje nosso parceiro nesta luta o blog "Praças da PMERJ". Acho muito bom por sinal. Mas como eu mantenho sozinho este espaço, concomitante com meus estudos na faculdade e para os próximos concursos que pretendo realizar, fica realmente difícil de ministrar um espaço dinâmico e atualizado. Contudo, acredito aqui que o que importa, pelo menos, é o número. Qualidade também faz muita diferença, sim.Porém só fomos ouvidos porque somos mais de 80 blog's, isto somente aqui, no Rio de Janeiro.

Vejo então um futuro de mudanças. Mudanças radicais.
Muitos de nós, ainda cegos, não conseguem acreditar. Seja pelo regulamento ou, sei lá o quê, mas muitos tem um medo horrendo. E não acreditam. Acredito que simplesmente aceitaram a condição que lhes foram imposta. De submissão escrava, inconsciente-psicológica. Podemos repetir mil vezes, mas mesmo assim não acreditam. Pelo menos consegui tirar um ou dois das trevas e estes já pensam em estudar e/ou estudam, seja faculdade ou concurso. Aqueles imergidos nas trevas são principalmente aqueles que estão contando os segundos para sair ou aqueles que acabaram de chegar e já estão aliados a coronéis corruptos ou mesmo fazendo seu bico para manterem suas famílias.

Mas seremos ouvidos. E enquanto eu estiver nessa instituição quero viver pra crer. Acraditar em um país que instituiu seu Estado Democrático de Direito e permitir que TODOS SEUS CIDADÃOS SEJAM DIGNOS DE RESPEITO. E NÃO SOMENTE UMA PARCELA. POLICIAL TAMBÉM É CIDADÃO.

Sonho com uma única polícia, eficiente, bem paga, bem treinada, bem equipada. Sem militarismo antiquado. Mas com hierarquia. Sem a famigerada disciplina arraigada, mas com a disciplina-respeito, recíproca. Sem corrupção, ou pelo menos, o "limite tolerável" e não esta sujeira de comandantes recebendo arrego do tráfico. Viva 23ºBPM! Viva 22º BPM! Viva 18º BPM! Viva 2º BPM! Viva! 223%!!! Viva!!! Não sou adepto de corrupção mas sabemos que em uma instituição onde o patrão rouba, não podemos esperar muito do soldado. Ou aceita, ou se omite. Os que pretenderam ou pretendem ser policial já estão em suas covas e/ou estão cavando as suas. Eu admito minha posição: a da omissão. Tentei trabalhar sendo honesto e amigo, mas isto é impossível. Ou aceita propina, ou acaba com tiro amigo. Escutar conversa fiada de moleque de 21 anos recém formado na escolinha de polícia do Cabral também não dá.

Mas seremos ouvidos. E já estamos sendo. Ouçam.
E acreditem.

FORÇA, HONRA, FÉ.
FORÇA PEC 300

"Quando o Estado abandona seus servidores, deixando-os à mercê do outro lado, é porque, muito provavelmente, o Estado está do outro lado"

Giovanni Falcone, Juiz italiano especializado em processos contra a máfia siciliana Cosa Nostra.

"Uma sociedade é livre na medida em que propicia o choque de opiniões e confronto de idéias. Desses choques e confrontos nasce a Justiça e a Verdade, garantido o progresso e auto-reforma dessa sociedade".

Stuart Mill

“A injustiça que se faz a um é uma ameaça que se faz a todos”.

Barão de Montesquieu

"Aqueles que planejam o mal acabarão mal, porém os que trabalham para o bem dos outros encontrarão a felicidade"

Provérbios 12.20