2 de agosto de 2009

AGUARDAR É PRECISO

Vive-se um momento de aflição. Aflição esta acompanhada de mudanças já esperadas e ansiosamente aguardadas por muitos de nós. Percebemos que estas transformações estão sendo analisadas e discutidas antes de serem colocadas em prática. E isso é importante. No passado pudemos observar que as grandes mudanças oriundas de decisões indivuais sempre ocasionaram guerras e conflitos, pois tais decisões, de caráter unilateral, não agradam a grande maioria. E na PMERJ também não foi diferente. Principalmente em uma instituição militarizada, pejorativamente falando. Sabemos muito bem que militarismo na PMERJ é sinônimo de covardia cometida às classas inferiores.

E no aguardo destas transformações em nossa instituição, já é possível perceber os ventos soprando. Obviamente, que este vento deverá soprar a favor, já que a maioria nada contra a maré há muitos anos. A esperança é que seja para melhor, sim.

Ansiedade é o que não falta. E precisamos de mudanças de curto, médio e longo prazo. Várias comissões estão sendo organizadas pelo Comandante Geral para discutir vários assuntos, entre eles, o acautelamento da pistola PT-1oo, definição de grade curricular de oficiais e praças e outros. O organograma será redefinido. Redução de custos e entraves burocráticos e adminstrativos já estãos endo discutidos. E nessa onda de mudanças, vou aqui citar algumas sugestões.

1º - Porta única de entrada para oficiais e praças.

Porque não? É muito simples. Não "querem" acabar com a divisão interna? Vamos começar pela raiz. Funcionaria assim: Candidatos com ensino médio entram na corporação através de concurso público e, após de 1 ano de estudos na academia de polícia, sairiam soldados prontos. Candidatos com ensino superior seguem adiante, estudando por três ou quatro anos e formam-se oficiais com bacharelado em Direito. Ou ainda, formação superior para todos os concursandos obrigatória e, para aqueles com graduação em Adminstração, Ciencias Contábeis, ciencias da Computação e outros cursos afins a adminstração pública, após 1 ano de estudos, sairiam soldados e aqueles com formação em Direito seguiriam adiante e após três ou quatro anos, sairiam oficiais, pós graduados em Segurança Pública. Os que se formaram soldados nesta 2ª opção teriam a chance de galgarem o oficialato após concurso interno, adquirindo o bacharelado em Direito na APM, com duração e currículo específicos, após determinado tempo de serviço prestado a Corporação.
É um sonho? Pode ser. Mas imaginem.
É certo afirmar que o salário teria de ser atraente e nem é preciso entrar nessa questão, por motivos óbvios.

2º - Terceirização de mão-de-obra para assuntos adminstrativos específicos.

Recursos humanos gerenciado por mão de obra terceirizada, por civis. Seria o fim da gaveta. Certeza absoluta.


3º - Rodízio de escala


Policial também tem vida social. Pelo menos deveria ter. Seria inteligente criar um método de rodízio de escala para eventos comemorativos (Natal, Ano Novo, Carnaval), empenhando ano sim ano não, determinado quantitativo de policiais.
Entra ano sai ano e a vida de lazer da família do policial é deixada de lado. É muito triste ver nessas datas, todos viajando e em lazer, e TODO ANO estar empenhando em eventos. Poderia ser criado um rodízio, garantindo ao policial momentos de lazer que todo ser humano merece. Já trabalhei no setor privado no ramo de entretenimento e, mesmo assim, tínhamos uma escala de eventos. A cada ano, determinado grupamento de funcionários era escalado. Podíamos nos programar para determinado ano. Democrático. Justo. DIGNO. Porque não na polícia?

VAMOS AGUARDAR.
É CHEGADA A HORA
FORÇA, HONRA E ACIMA DE TUDO, FÉ.

2 comentários:

  1. SEGUE ABAIXO A MINHA OPINIÃO, RETIRADO DE UM ESTUDOI FEITO POR MIM !!!
    ESTES SÃO OS ÍTENS 27 E 28 DE MEU ESTUDO, SE INTERESSAR, POSSO MANDAR TUDO !!!

    27 - ACESSO A PMERJ

    O tipo de acesso a PMERJ hoje em dia, se dá em duas vertentes, a de Oficiais que é feita pela UERJ e formados na ESFO e a de Praças que é feito por uma banca de concursos e formados pelo CFAP/31 VOL. Nos dois há erros gritantes e a formação é de baixíssima qualidade, tendo os alunos a maior parte do tempo a aprender a marchar e fazer faxina, além dos plantões em alojamentos, guaritas e guarda do quartel e nos finais de semana, Maracanã, Operação Praia e demais Shows e eventos festivos.

    Perde-se muito tempo a ensinar coisas que nunca serão utilizadas no dia a dia do Policial nas ruas, combatendo o crime, saindo da
    escola totalmente despreparado para o serviço de Segurança Pública.


    SOLUÇÃO 1:
    Na minha opinião deveria acabar com o acesso dos oficiais pela uerj, deveriam a meu entender ser praça e ter pelo menos 03 anos de caserna. Assim pouparia o tempo de ter que se ensinar a marchar, a fazer faxina e a tirar serviço de guarda de quartel, guarita e plantão
    de alojamento. Pouparia-se muito tempo ensinado coisas que o Praça já formado já sabe. Utilizando este tempo precioso, realmente o que
    interessa para ser formado aí, um Profissional de Segurança Pública.

    SOLUÇÃO 2:
    Ou o acesso até poderia ser pela UERJ, para toda a população civil e demais Praças da Policia Militar e sua classificação se daria de acordo com a nota que tirasse na prova, ou seja:


    Nota 9 até 10: Seria classificado para ALUNO ASPIRANTE A OFICIAL.

    Nota 7 até 8,9: Seria classificado para ALUNO CFS - CURSO DE FORMAÇÃO DE SARGENTO.

    Nota 6 até 6,9: Seria classificado para ALUNO CFC - CURSO DE FORMAÇÃO DE CABO.

    Nota 5 até 5,9: Seria classificado para ALUNO CFSD - CURSO DE FORMAÇÃO DE SOLDADO.

    O Soldado que tirasse nota até 5,9 não se classificaria, pois já é Soldado.

    O Cabo que tirasse nota até 6,9 não se classificaria, pois já é Cabo.

    O Sargento que tirasse nota até 8,9 não se classificaria, pois já é Sargento.

    Poderia ainda, fazer um estudo de viabilidade para pedir nível superior para o caso dos candidatos a OFICIAL, assim pouparia tempo ao
    ter que ensinar a eles como ser "advogado", (pois se não sabes, o ALUNO A OFICIAL fica 3 (três) anos na ESFO e sai de lá faltando apenas
    2 (dois) para acabar o curso de DIREITO) e ensinaria matérias que tem mais a ver com a PMERJ em si, formando verdadeiros Profissionais de Segurança Pública.

    Enfim, o modelo que temos (até) hoje não é bom e nem justo. Tem que se mudar as mentalidades retrógadas que comandam o nosso Estado e a PMERJ em si !!!

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  2. 28 - QUADRO DE PROMOÇÕES

    O príncipio da isonomia para as promoções por tempo de serviço tem que entrar em vigor, pois o praça em 14 anos de serviço só têm uma
    promoção, já os oficiais 05 promoções.

    A promoção de PRAÇAS se dá hoje da seguinte forma:


    O SOLDADO com oito anos de caserna é promovido a CABO.

    O CABO com 15 anos de caserna é promovido a 3º SARGENTO.

    O 3º SARGENTO com 20 anos de caserna é promovido a 2º SARGENTO.

    O 2º SARGENTO com 25 anos de caserna é promovido a 1º SARGENTO.

    O 1º SARGENTO com 30 anos de caserna é promovido a SUB-TENENTE e vai para casa com soldo de 2º tenente.

    Agora, vamos a um exemplo: Quando tem um concurso interno para 3º SARGENTO, qualquer praça com mais de 3 (três) anos de caserna pode fazer. Quando passa, faz-se um curso no CFAP/31 VOL. e sai 3º SARGENTO. Supondo-se que ao final do curso, este praça possua 4
    (quatro) anos de caserna. Ele vai ter que esperar todo o intertício (tempo) passar como qualquer outro de sua turma de soldado, para sair
    2º SARGENTO. Na prática, ele só antecipou em alguns anos o que vai acontcer com todos de sua turma, ou seja, ele só vai ser promovido a
    2º SARGENTO quando tiver completado 20 (vinte) anos de carreira, igual a todos de sua turma. Isto também tem que acabar.

    SOLUÇÃO:
    Intertício de 5 (cinco) anos para todos os componentes da PMERJ (praças e oficiais). Ninguém poderá ficar mais de 5 (cinco)
    anos na mesma patente, seja por promoção em concurso, seja promovido por tempo de serviço, seja promovido por bravura, merecimento ou o quer que seja.

    A promoção de OFICIAIS se dá da hoje da seguinte maneira:


    ALUNO ASPIRANTE A OFICIAL (PRAÇA ESPECIAL) com 03 anos de caserna é promovido a 2º TENENTE.

    2º TENENTE com 5 anos de caserna é promovido a 1º TENENTE.

    1º TENENTE com 8 anos de caserna é promovido a CAPITÂO.

    CAPITÃO com 11 anos de caserna é promovido a MAJOR.

    MAJOR com 15 anos de caserna é promovido a TENENTE-CORONEL.

    Daí em diante, fica por conta do Q.I.(Quem Indica), ou seja, é por conta do Governador do Estado do Rio de Janeiro, onde dizem eles,
    existe um quadro de promoção e acesso para CORONEL, que é indicado por tempo de serviço, pontuação, etc ...

    Como vimos, é muito desigual este quadro de acesso entre os Praças e os Oficiais. As soluções estão aí, usem e abusem de sua
    criatividade, mas deêm um pouco de dignidade para os Praças da PMERJ que clamam por justiça.

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"Quando o Estado abandona seus servidores, deixando-os à mercê do outro lado, é porque, muito provavelmente, o Estado está do outro lado"

Giovanni Falcone, Juiz italiano especializado em processos contra a máfia siciliana Cosa Nostra.

"Uma sociedade é livre na medida em que propicia o choque de opiniões e confronto de idéias. Desses choques e confrontos nasce a Justiça e a Verdade, garantido o progresso e auto-reforma dessa sociedade".

Stuart Mill

“A injustiça que se faz a um é uma ameaça que se faz a todos”.

Barão de Montesquieu

"Aqueles que planejam o mal acabarão mal, porém os que trabalham para o bem dos outros encontrarão a felicidade"

Provérbios 12.20