30/11/2008

O NOVO RDPM: 200 ANOS DE EVOLUÇÃO OU DE RETROCESSO?

Apesar de estar quase enlouquecendo de tanto estudar, tenho estado a par do assunto em questão de mais valia para nós, Policias Militares fluminenses: O nosso novo RDPM, que está sendo discutido, debatido, encarado, temido (pelos oficiais), ansiosamente esperado (pelos praças) na ALERJ. Muitos são contra e muitos são à favor.

Lendo o Anteprojeto de Lei de autoria de nosso respeitadíssimo Dep. Estadual Flávio Bolsonaro, ao qual presto continências honradas, vejo um regulamento constitucional, de acordo com nossa Carta Maior, altamente democrático e justo. Como deveria ser, desde 1988, caso tivesse sido editado nesta data.

Vejo que alguns oficiais superiores estão indo de contra a maré e, sabemos quais são estes os motivos. Sabemos que, se tivermos um regulamento democrático aprovado, estes oficiais (ignorantes e temerosos, pois não conseguiriam jamais controlar uma tropa, já que não possuem EDUCAÇÃO E INSTRUÇÃO SUFICIENTES PARA TAL) supostamente perderiam suas regalias e não conseguiriam impor suas vontades arbitrárias perante à classe policial trabalhadora (praças).

Com isso, lutam com os deputados que têm rabo preso com eles, a maioria na bancada para que este regulamento não siga adiante. Já estamos todos sabendo que o Governador não aprovará mais nada que seja à favor da Polícia Militar (os praças) e seguirá as regras do acordo que foi estipulado com a compra dos coronéis do Alto Comando da PMERJ (223%).

É lamentável ver que, mentes retrógradas ainda lutam para terem nas mãos, um regulamento antigo e "ditatórico" com a finalidade de não terem trabalho para "segurar" a manada. Manada esta que eles entendem serem um bando de burros e ignorantes, que precisam ser manipulados e covardemente controlados para atenderem aos seus anseios.

Sabemos que hoje, a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro têm os melhores homens de todo este Brasil. Que são um bando de desgraçados, passando fome, sem as mínimas condições de trabalho e, ainda por cima, com a pior remuneração desta nação e mesmo assim dando seu sangue e suor por esta população que, muitas das vezes, não merece tanto. Fico triste quando digo que sou um policial, do Rio de Janeiro, e tenho a X remuneração. Tenho vergonha. De dizer que sou policial e, moro no Rio de Janeiro. E meu contra-cheque está visível e é publico. E faço questão de mostrar sempre que tenho oportunidade.

Contudo, é preciso coragem. Sabemos que a política controla nossa instituição. A politica podre, imunda, degradante. Entretanto, precisamos acreditar e, acima de tudo, incentivar e mostrar para nosso Governador que ele não precisa de Coronel de Polícia para se promover ou sei lá o quê. Precisa se promover sim, em cima da população que o elegeu.

O novo regulamento, se aprovado, dará início à uma nova era. Verdadeiramente genuína. E para aqueles que dizem que "estou aqui há 29 anos e nada mudou", digo o seguinte: tenham esperança. Pois ela é a última que morre. Eu tenho. Estou fazendo a minha parte. Se nada mudar, tenho projetos garantidos. Contudo, se vier a mudar, calaremos a boca daqueles que jamais acreditaram.

Daqui a pouco estaremos fazendo 200 anos. Caberá ao Governador fazer uma bela festa e comemorar com espírito ou, fingir para uma tropa e para a população fluminense, que está tudo indo bem e dando certo. Ele escolherá. Será sua últiama chance de mostrar sua dignidade como homem de palavra. Ele escolherá: evolução ou retrocesso.

Que assim seja.

FORÇA, HONRA, FÉ


25/11/2008

FUTUROS POLICIAIS ADVINDOS DE CONCURSOS RECENTES: LEIAM E REFLITAM

Mulher de policial ferido no Alemão cobra assistência

Internado em pronto socorro, ele precisa de cuidados especiais

Andréa Uchôa

Rio - Mais de dois meses depois de ter sido atingido por um tiro de fuzil na cabeça, em operação no Complexo do Alemão, o inspetor da Polícia Civil Alexssander Marchon Gomes, 37 anos, continua em estado grave e sem assistência do Estado, como denuncia sua mulher, Talita Gomes, 29.

“É triste ver meu marido sendo tratado como lixo. Ele foi ferido em serviço e o Estado tem a obrigação de cuidar dele”, lamenta Talita, que pretende entrar com uma ação exigindo que o governo custeie o tratamento em um hospital particular, já que as unidades públicas não têm condições. “No dia do tiro, o delegado (Marcus Vinícus Braga, da Delegacia de Combate às drogas) me disse que o Beltrame (secretário de Segurança) pagaria o hospital. Já falei duas vezes com o Beltrame e ele diz que não pode fazer nada”, disse. Segundo Talita, Beltrame ofereceu vagas no Hospital da PM e Hospital Geral de São Gonçalo, mas ela recusou.

Marchon está agora na UTI do Pronto Socorro Central de São Gonçalo, com suspeita de infecção hospitalar. Ele perdeu um terço da massa encefálica, se alimenta por sonda, não fala e se mexe com dificuldade. No dia 19, a família decidiu levá-lo do Hospital Getúlio Vargas para casa. “Os médicos disseram que se eu tivesse condição de alugar equipamentos era melhor levá-lo para casa. Peguei R$ 3 mil emprestados e o levei para casa, mas ele piorou”, disse.

Talita também reclama da suspensão do vale-refeição de R$ 160. Com dois filhos, um de 5 anos e outro de um ano e meio, ela conta com a ajuda dos amigos do marido para fazer as compras.

A Secretaria de Segurança informou que ofereceu duas vagas em hospitais públicos e que o vale é para refeições em serviço, não para compras.


Fonte: Jornal Extra


SERÁ QUE ESTÁ VALENDO A PENA SER POLICIAL NO RIO DE JANEIRO E DAR UMA DE COMBATENTE FODÃO?



FORÇA, HONRA, FÉ

23/11/2008

SOCIEDADE FLUMINENSE: VOCÊS PODEM AJUDAR

Às vezes me excedo e espero que me dêem razão. Com o lado fraco da corda na minha mão, fica difícil querer fazer com que as coisas aconteçam, só por vontade minha. Querer que mude eu quero. E até tenho poder para isso. Mas sozinho é difícil.

Hoje existem vários blogs policiais e alguns até foram tirados do ar, por determinação da Justiça. E isso porque vivemos em um chamado
Estado Democrático de Direito. A imprensa regular consegue se defender, pois vende bastante e lucra muito (com nossa desgraça). Ou seja, pode pagar esses miseráveis. Porém meu espaço não lucra um centavo sequer. Aí não há como comprá-los.

Nesta luta somos muitos, entretanto não fazemos muita coisa. Parece que trabalhamos de forma independente. Mas isso, acredite sociedade fluminense, é uma coisa imposta de maneira subjetiva, pelo nosso regulamento. Como somos militares, qualquer ato de organização ou movimento é entendido pelo nosso regulamento interno como motim, o que caracteriza crime militar. Para ser mais específico, nosso regulamento foi concebido e editado em época de Regime Militar (1983). Então senhores, entendam que não podemos fazer muito. Conseguimos gritar e soltar a nossa voz. Mas ela ecoa sozinha. Pertuba. Mas não é suficiente.

Contudo cara sociedade, vocês podem fazer e muito. Vejo que clamam por uma polícia eficiente, preparada, ativa, cooperativa, acolhedora. Então comecem a agir já para isso. Ao invés de criticarem o Policial Militar, ajudem-no.

Parem de comprar jornal toda vez que virem um PM na capa em campo de batalha. Isso incentiva essa criminalidade crescente. Essa cenário incita cada vez mais, o bandido. Motiva o marginal, à ir para o confronto com o Estado. E o dono do jornal vai lucrar muito com isso.

Nosso governador é um incompetente e está sempre viajando. Nos traiu, prometendo-nos aumento e condições de trabalho melhores. Mas está fazendo tudo ao contrário. Vetou o projeto de carga horária de trabalho fixa e a Câmara, anteontem, manteve o veto. Os nomes dos Deputados estão na coluna ao lado. Nas próxima eleição, NÃO VOTEM NELES. Traíram a Polícia Militar e os Bombeiros Militares e traíram vocês, sociedade fluminense.

Vejam que vocês podem fazer muito. E estou aqui para apontar como podem fazer isso. Acordem. Lutem. O Rio de Janeiro está entregue. O governador só se preocupa em Olimpíadas e não pensa mais em nada. A cidade está um caos absoluto, com a marginalidade tomando conta, e esses idiotas só sabem viajar e vetar nossos importantes projetos. Queremos trabalhar. Mas ganhando o que ganhamos e viver sob o comando de incompetentes oficiais de polícia, está muito difícil.

Quando estivermos realizando passeata, desarmados e em dia de folga, compareça. Faça número. E mostre ao Governador a sua insatisfação. Mandar carta pra jornal não ajuda muito. Contudo, fazer número em frente ao Palácio Guanabara, e mostrando ao mundo como o Governador do Rio de Janeiro é um incompetente, ajuda bastante.


FORÇA, HONRA, FÉ

FARRA COM DINHEIRO PÚBLICO: A SOCIEDADE TEM OS POLÍTICOS QUE MERECEM

Veja no O DIA Online (clique no link acima).

Enquanto nós, servidores públicos estaduais, estamos PASSANDO FOME, e sofrendo com o descaso do governo fluminense, membros do Ministério Público aumentam seus próprios salários em até R$ 816,00 por dia!!!!

E não fazem absolutamente nada. Bando de marginais. É uma graninha a mais para viajar somente. Eta diária boa essa! Ladrões safados!

Vejam o poder que "emana do povo"! É muito poder senhores. É triste. Sinto ânsia de vômito.

Enquanto muitos de nós vemos essa quantia por mês, alguns VAGABUNDOS ganham isso por dia.

Pátria Idolatrada é o cacete! Esta pátria não merece minha serventia! Conversa fiada!

Dá nojo deste país! Bem feito sociedade hipócrita! Fiquem aí parados e vejam o dinheiro de vocês sendo gasto com luxos pessoais! Sociedade mulambenta!

O PAÍS "TÁ" NA MÃO DO PALHAÇO!

ESTAMOS LITERALMENTE F########!


"Quando o Estado abandona seus servidores, deixando-os à mercê do outro lado, é porque, muito provavelmente, o Estado está do outro lado"

Giovanni Falcone, Juiz italiano especializado em processos contra a máfia siciliana Cosa Nostra.

"Uma sociedade é livre na medida em que propicia o choque de opiniões e confronto de idéias. Desses choques e confrontos nasce a Justiça e a Verdade, garantido o progresso e auto-reforma dessa sociedade".

Stuart Mill

“A injustiça que se faz a um é uma ameaça que se faz a todos”.

Barão de Montesquieu

"Aqueles que planejam o mal acabarão mal, porém os que trabalham para o bem dos outros encontrarão a felicidade"

Provérbios 12.20